“Porque o reino de Deus não é comida nem
bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito
Santo." - (Romanos 14:17)
Quando
Paulo disse: “O reino de Deus não é bebida,
mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo”,
ele determinou em quê se resumia a Boa Nova que o Filho
de Deus trouxe do céu gratuitamente aos que Nele cressem.
Bastaria esse corolário para por fim à multidão
de sandices a que assistimos todos os dias nos canais televisivos,
onde determinados personagens insistem em dizer que Deus está
pronto para dar riquezas, poder e as glórias desse mundo
a quem disso estiver precisando. Mas quem conhece as Santas
Escrituras? A ignorância é a arma do inimigo. Vivemos
num tempo semelhante ao que antecedeu a Reforma Protestante,
onde o Reino de Deus era vendido a qualquer preço. Era
o tempo das indulgências, e para se livrarem do pecado,
os homens compravam títulos de perdão, fornecidos
pela igreja Católica a um valor qualquer. Tendo sido
procurado para opinar a respeito desse método canhestro
de se livrar dos males cometidos, Martinho Lutero, o reformador
protestante, disse que aqueles papéis comprados a peso
de ouro não tinham qualquer valor diante de Deus. Armou-se
uma grande confusão, que culminou na igreja Protestante.
Hoje, se Lutero vivesse, com toda certeza teria muito a dizer,
diante dos muitos descalabros que se cometem nas igrejas chamadas
“evangélicas”.
Mas
o quê aconteceu? Se os reformadores fizeram uma reforma
no meio religioso daquele tempo, por quê estamos mergulhados
no mesmo espírito da idade média, onde o dinheiro
era o assunto do dia nos templos? A Reforma teria falhado? A
questão é histórica. As igrejas reformadas
acabaram engessadas nas próprias doutrinas, quer dizer,
ficaram sem espírito. Surgiu, então, uma grande
manifestação de espírito no século
19 que deu origem a várias igrejas e seitas, inclusive
a igreja pentecostal, onde se dava e se dá preferência
não ao conhecimento das coisas de Deus, mas à
manifestação do espírito. O que faltava
nas igrejas tradicionais ocorreu em excesso nas igrejas pentecostais.
O diabo, mais uma vez, havia feito a sua obra de confusão.
Hoje, igrejas nascem como praga, muitas delas guiadas por pessoas
sem qualquer conhecimento das Escrituras ou do cristianismo
histórico. Há situações em que esses
indivíduos não têm qualquer compromisso
com a verdade ou com o próprio Cristo. Usam os Escritos
Sagrados segundo os desejos de seus corações;
diga-se, de passagem, nem sempre desejos lícitos diante
de Deus.
Bem,
mas em todos os tempos, a boa semente sempre esteve misturada
com o joio. Jesus contou uma parábola que ilustra bem
essa situação: o semeador semeou a boa semente,
mas os homens, invigilantes, deixaram que o inimigo semeasse
também a má semente. E, quando brotou o trigo,
brotou também o joio. E os trabalhadores da vinha procuraram
o Senhor para saber se deveriam arrancar o joio. E ouviram-No
dizer que era necessário esperar. Quando joio e trigo
são jovens, são muito parecidos. Há risco
de se arrancar a boa semente. Mas, na medida em que a colheita
se aproxima, a diferença se acentua. No tempo da ceifa,
o trigo será colhido e, o joio, lançado no fogo
e destruído para sempre.
Está
se aproximando o tempo da colheita, porque o Reino de Deus está
às portas. Cada dia fica mais à mostra o joio,
que até há pouco tempo se escondia nas aparências.
Não há como se esconder, daqui para a frente.
Todas as coisas serão reveladas. O Apocalipse, Capítulo
22, versículo 11 diz: "Quem é injusto, faça
injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda;
e quem é justo, faça justiça ainda; e quem
é santo, seja santificado ainda". É tempo
de separação e de colheita.
O
poder do diabo se acentua, mas por permissão de Deus.
Ele vai levar o que é dele, separando o fruto bom do
fruto podre. Estamos nos tempos que antecedem o fim e convém
nos revestirmos das armaduras celestiais. O Senhor chama as
suas testemunhas e quer ajuntar o Povo de Deus, que está
disperso. Quem somos nós, que temos recebido o chamado
do Espírito? Somos como as multidões? Ora, não
precisa muito para saber que o Reino de Deus não é
para multidões. Oremos unidos num mesmo coração
e pensamento, aguardando nas misericórdias do Senhor.
Não é comida, nem bebida, disse Paulo, mas justiça.
Que haja justiça, em nome de Jesus. É paz, disso
o Apóstolo. Que haja paz em todos os corações
que crêem. Unamo-nos num mesmo sentimento, num mesmo parecer.
É alegria. Que haja alegria em nossos corações,
em nome de Jesus, pelo Espírito Santo. A vida eterna
é nosso destino glorioso. É Cristo quem nos conduz.
Alguém poderá nos separar Dele? Nem a altura,
nem a profundidade, nem os anjos, arcanjos ou qualquer criatura
poderá nos separar do amor de Deus que está em
Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador. AMÉM.